26/11/09

Blazing


24/11/09

Frase da Semana #64

"É impossível um optimista ter uma surpresa agradável"

(in "A Lei de Murphy")

Google, o Conselheiro Sentimental


22/11/09

"No fim de tudo dormir"

Em noites assim, quando já quase não é noite, gosto de ir à janela e ver quantas luzes acesas há ainda (já?) nos prédios à volta... Que serenidade...

16/11/09

Frase da Semana #63

"O pão cai sempre com a manteiga para baixo"

(in A Lei de Murphy)

13/11/09

Casal Processado por Poluição Sonora


Eu sugiro que os vizinhos tentem gritar mais alto... Ao menos as horas que não passam a dormir, não são desperdiçadas!

A Truta e a Corrente

Artigo "A Truta e a Corrente" in "Alvar Aalto, 1898-1976", obra biográfica publicada por ocasião da exposição patente na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, de 18 de Janeiro a 6 de Março de 1983 e na Casa do Infante, no Porto, entre Abril e Maio de 1983. O texto na língua original (suomi/finlandês) fazia parte do catálogo do Museu Nacional de Arquitectura da Finlândia (sim!, eles têm mesmo um museu específico de arquitectura!).

Como artista activo, acho obviamente difícil escrever sobre arte do mesmo ângulo que um crítico ou teórico, que se encontra fora da profissão. Do mesmo modo quem exerce uma profissão não pode ser tão imparcial como um historiador acerca das obras contemporâneas e acerca dos seus colegas. Por consequência, o que se segue é apenas uma série de ideias ao acaso que originaram principalmente do meu trabalho.


A questão de relação entre a arquitectura e as artes livres tem estado sempre em primeiro plano. Frequentemente assume a forma de vontade da arquitectura de dar forma à escultura e pintura. Têm sido apresentadas várias sugestões no sentido de haver cooperação entre os criadores destas «três artes» - algumas vezes tal como se viessem a ser «um congresso de padres e doutores».


Geralmente as exigências são específicas: «mais pinturas monumentais em edifícios públicos». Curiosamente, pedidos deste tipo raramente surgem de artistas conhecidos - são geralmente uma exigência do público, ou, na melhor das hipóteses, propostas apresentadas por instituições de arte ou organismos semelhantes.


Não me oponho a estas exigências - longe disso. O país que me atrai mais do que qualquer outro, é a Itália - pátria clássica da união das três artes. Ao saber que a pequena capela de Mantegna em Chiesa degli Eremitan foi destruída, causou-me grande desgosto. Mesmo assim penso que este problema e sua resolução vão para além disso. Em caso algum não é incremento quantitativo da colaboração das três artes que nos leva ao âmago do problema. Quando o Doutor Ernesto Rogers me pôs perante a questão da «relação entre a arquitectura e arte abstracta (arte concreta)» eu creio que talvez seja o caminho para nos aproximarmos do fundo do problema.


Em primeiro lugar, embora se admita indirectamente, as artes abstractas têm sido um grande estímulo para a arquitectura moderna. É um facto que não se pode negar. Por um lado, a arquitectura tem também fornecido matéria para a arte abstracta. Estas duas esferas das artes têm-se influenciado mutuamente. Assim chegámos portanto, mesmo nos nossos tempos a duas artes que têm uma origem comum, e isto já é bastante.


Quando pessoalmente tenho que resolver qualquer problema de arquitectura, vejo-me constantemente, quase sem excepção, perante um obstáculo difícil de resolver, uma espécie de «courage de trois heures du matin». As razões parecem ser complicadas, um fardo pesado representado pelo facto de que o planeamento arquitectónico opera em função de inúmeros elementos que muitas vezes estão em conflito. Exigências sociais, humanas, económicas e técnicas combinadas com questões psicológicas que afectam o indivíduo e o grupo, juntamente com os movimentos de massas humanas e indivíduos, assim como fricções internas - tudo isto forma um labirinto complexo que não pode ser descodificado por um processo racional ou mecânico. O número imenso de várias exigências e problemas constituem uma barreira que dificulta o aparecimento da ideia básica arquitectónica. Esqueço-me de todos os problemas por momentos, depois de me aperceber subconscientemente dos parâmetros e várias exigências do trabalho. Desenho por instinto, não faço sínteses de arquitectura, muitas vezes os meus esboços parecem-se com composições infantis, e deste modo, nesta base abstracta, a ideia principal toma forma, gradualmente, uma espécie de substância universal que me ajuda a harmonizar os inumeráveis componentes contraditórios.


Quando fiz os esboços da Vipuri City Library (e nessa altura tive imenso tempo - cinco anos) precisei de longos períodos de tempo em que fiz desenhos ingénuos. Desenhei toda a espécie de paisagens montanhosas, fantásticas, com encostas iluminadas por muitos sóis em posições diferentes, os quais gradualmente deram origem à ideia principal do edifício da Biblioteca. A estrutura arquitectónica da Biblioteca compreende várias áreas de leitura e arrumo de livros em níveis diferentes, enquanto que o centro administrativo e de supervisão se encontra no topo. Os meus desenhos de criança estavam apenas muito indirectamente relacionados com a ideia arquitectónica, mas de qualquer modo conduziram-me ao entrelaçar do plano e do corte, a uma espécie de unidade de construção horizontal e vertical.


Refiro-me a estas experiências pessoais sem querer torná-las numa espécie de método. De qualquer modo penso que a maior parte dos meus colegas saberão do que falo quando têm que resolver problemas semelhantes. Os exemplos que mencionei não estão, evidentemente, relacionados de qualquer modo com as boas ou más propriedades do edifício resultante. Apenas as menciono para demonstrar a minha crença instintiva de que a arquitectura e as artes livres têm uma origem comum, uma origem que é, de qualquer modo, abstracta, mas no entanto baseada em conhecimentos e análise armazenadas no nosso subconsciente.


Na nossa exposição de 1933 em Londres (sobre os trabalhos de Aino Aalto e os meus, organizada pela The Architectural Review), nós apresentámos várias construções de madeira. Algumas delas eram construcões utilizadas em mobiliário; outras eram trabalhos experimentais com a forma e manuseamento da madeira sem valor prático ou mesmo qualquer relação racional com a prática. O crítico de arte do The Times referiu-se-lhes como sendo expressões de arte abstracta. Afirmou que eram «arte não-objectiva», mas o resultado de um processo de concepção diametralmente oposto. Com isto ele queria dizer que os trabalhos tiveram uma origem basicamente prática, mas o resultado final foi arte não objectiva. Por outro lado classificou alguns dos trabalhos como puras unidades de arte abstracta que, ao contrário da arte não-material em geral, na sua opinião, poderia provavelmente encontrar utilidade prática algures no futuro. Talvez ele tivesse razão; nessa altura, e mesmo agora, não procuro argumentar... Mas a minha opinião pessoal e emotiva é que a arquitectura e os seus detalhes fazem de algum modo parte da biologia. Talvez sejam como, por exemplo algum salmão ou truta. Não nasceram na sua forma adulta, não nasceram mesmo no mar ou na água que normalmente habitam. Nascem a centenas de milhas de distância, longe do seu meio-ambiente, onde os rios se estreitam em pequenos ribeiros, em regatos cristalinos entre quedas de água, quando das primeiras gotas do descongelamento, tão remotas da sua vida normal como o instinto e emoções humanas se distanciam do nosso trabalho quotidiano.


Assim como é necessário tempo para um peixe se desenvolver na sua forma adulta, também nós precisamos de tempo para tudo o que se desenvolva e cristalize no mundo das ideias. A arquitectura exige mais tempo do que qualquer outro trabalho criativo. Um pequeno exemplo do que acabo de dizer segundo a minha experiência é que o que pode parecer apenas um mero jogo de formas, pode subitamente, após um longo período de tempo, conduzir ao aparecimento de uma forma arquitectónica prática.


Porque é que o capitel da coluna jónica surgiu? A sua origem está no curvar da madeira e no curvar das suas fibras sob um peso. Mas o produto final é mármore e não uma cópia naturalista deste processo. As suas formas estabilizadas e polidas encaram qualidades humanas inexistentes na forma construtiva original.


«Na minha opinião, a principal propriedade da arte abstracta é a natureza humana na sua forma mais pura» dizia um pintor checoslovaco, quando falava comigo, no meu atelier. «Eu não sei explicar porquê, mas os meus sentimentos e experiência assim mo dizem», acrescentou.


«Entweder fuhle Ich oder Ich nicht.» - «Eu sinto ou não sinto.» - afirmava um médico suíço, um homem que aprendera na dura escola da tragédia humana, tentando expressar a sua relação pessoal em relação à arte.


Na melhor das hipóteses a arte abstracta é o resultado de um processo de cristalização. Talvez seja a razão porque é apenas compreendida através dos sentidos, embora nela e por detrás dela se encontrem muitas vezes ideias construtivas e o entrelaçar de tragédia humana. Assim, é uma arma que pode criar em nós uma corrente de sentimentos puramente humanos que o mundo da escrita perdeu.


Evidentemente que tudo isto não se aplica a formas de arte livre comercializadas e vulgares, que presentemente, como sempre, florescem como parasitas.


Parece-me que estamos já a caminhar para uma relação entre as artes, e que esta relação pode ser considerada como uma teia que combina as «três artes» na sua origem «in statu nascendi» e não à superfície. É claro que nos encontramos numa fase inicial deste processo de combinação - mas isso não diminui o seu valor. No crescimento de cultura, cada período tem o mesmo valor artístico. Em termos humanos não podemos colocar a arte arcaica numa classe abaixo da Acrópole. Giotto não foi um mestre inferior aos arquitectos e pintores que lhe seguiram.

(Transcrição por Canvusquize)

11/11/09

Publicidade para crianças - ainda?

Cortaram a cabeça da Leopoldina e plantaram-na no corpo de uma prostituta. Devem ter-se sentido ameaçados com o extreme makeover da Popota.



Ainda me lembro de quando este anúncio tinha como alvo as crianças.

(aquele hipopótamo é tão (!) anatomicamente incorrecto...)

09/11/09

Filha da Madrugada

Sinto-me filha da madrugada, mas ao entardecer.

08/11/09

Frase da Semana #62

"A noite é de horrores
quem disse que é lindo
o sol-posto de um dia findo?"

(Sérgio Godinho)

04/11/09

Salvador Dali

Roubei a ideia daqui e não resisti a partilhar.

Destino. É o que dá quando a genialidade se encontra. Um filme de Walt Disney e Salvador Dali.

E de caminho, dei com este:



Achei que não era capaz de gostar mais do homem. Hilariante.

Aquela "música" de que toda a gente fala

Toda a gente sabe a letra, quem não sabe, quer saber, dá em tudo o que é canal de tv, passa na rádio, passa nas lojas, especialmente naquele sítio.

Por muito mal que se fale, publicidade negativa não deixa de ser publicidade. Eu só não queria ficar calada sobre este assunto, mas não vou referir nomes e vou ser o mais vaga que conseguir.

Irrita, chateia, cansa e aborrece mas todo o mundo anda fixado nisso. A frequência dos sons bem que podia ser mais alta, ao menos só os cães (e afins) sofriam. Em relação ao apoio visual... Nunca pensei que ver tanta gente a sorrir me fizesse ficar tão deprimida e com tanta vontade de rir ao mesmo tempo. Chegava mesmo ao ponto de comparar a um orgasmo mau. Mais: a um mau orgasmo mau.

Agora é esperar que a febre passe. Podia ser pior. Não podia?

(eu não acredito que comparei "aquilo" com um mau orgasmo...)

E Deus disse:

"Faça-se net!"

Amén!

01/11/09

O pânico,

o medo, o horror...

Quatro! 4! Cu-atro! 4 dias seguidos sem net! Senti-me completamente desligada do mundo... E eu que achava que não era dependente das "novas" tecnologias... Que desilusão...

Frase da Semana #61

"Disappointment weighs heavy on the pride."

(Mike Howerton)

26/10/09

Prefiro

as noites sem dormir às insónias.

Sou criatura da noite, mas gosto de dormir quando quero. Gosto de ter sono. Gosto especialmente de satisfazer a necessidade de dormir. Chegar à cama depois de um dia longo e cansativo, deixar cair a cabeça nas minhas almofadas, fechar os olhos e pensar "assim é que se está bem", mesmo que nem esteja direita na cama. A vontade é ficar assim e adormecer logo. Ter a cabeça enterrada na almofada é uma sensação óptima. Acabo por me endireitar, e geralmente viro-me em posição fetal para a esquerda, o que é idiota, pois sei que só adormeço se estiver virada para a direita. Eventualmente viro-me para a direita quando percebo que essa vez não será diferente das outras. E adormeço. Ou pelo menos, adormecia. Ultimamente não. Fico acordada. Sem me aperceber, os meus olhos abrem-se e fico a fixar a escuridão. Embora o escuro me deixe ansiosa, como ser estranho que sou, de há uns anos para cá, só durmo na escuridão total. Basta uma fresta na persiana para me incomodar.

Como o preto é tão denso, não me apercebo logo que abri os olhos. Às vezes vou sonhando acordada, na esperança que o sonho me embale e eu adormeça. Às vezes resulta, outras vezes não. Depende dos sonhos. Se os fizer cansativos e elaborados o suficiente, acaba por funcionar. Mas é um processo que pode demorar horas. Horas que preferia passar a dormir.

Odeio acordar. Ou melhor, odeio que me acordem. Quer dizer, depende de quem e como, mas no geral, gosto de acordar por mim.

Uma boa noite de sono...só a ideia...já descansa...

Independentemente de dormir muito ou pouco, acordo sempre bem disposta (se não me acordarem aos berros). O meu primeiro pensamento ao ouvir o despertador é "merda", mas logo vejo o sol... e isso anima-me.

É outra das minhas (e de outros tantos) peculiaridades, o meu humor está como o tempo. Embora possa ser influenciado pelos acontecimentos do dia, não contem comigo bem disposta e com paciência se estiver nublado...

Olha que esta...um bicho nocturno cujo humor funciona a energia solar...

O Inverno é chato... Pudera hibernar. Por outro lado...adoro sentir o estalo do frio na cara, quando o resto do corpo está quente, e de sentir o Sol na cara em contraste. Adoro estar de pijama, enrolada numa manta, com uma chávena de chá quente na mão, a ler ou a ver tv. Ou a olhar para a janela. Sentar-me no meu puff em Torres, virada p'rá janela de pé inteiro, com o sol a entrar pelo quarto adentro, a aquecer-me, e a olhar para o céu e ver passar fiapos de nuvens e pássaros. Passam depressas, as horas a contemplar...

Estou a divagar... É só porque não quero chegar à cama e não conseguir adormecer outra vez...

Frase da Semana #60

"Eu gosto é do Verão"

(Ena Pá 2000)

23/10/09

Deus é um filho da

puta. Não diria tanto, não consta que tivesse mãe. Mas que é um cabrãozeco, é.

Parem lá de embirrar...

22/10/09

Eu ainda

não sei quem sou.


20/10/09

Problemas com a net

A net de repente deixa de funcionar.

Ah e tal, parece haver um problema que não pode ser resolvido manualmente. Experimente ligar e desligar cabos, trocar os fios uns com os outros, deixar a marinar 10 minutos e volte a tentar ligar. Não deu? Ora, contacte a operadora. Os contactos estão no site tal. Pode contactar por mail, ou ir ao site ver o número de telefone.

Não falta aqui nada?

19/10/09

Frase da Semana #59

"E vem-nos à memória uma frase batida: hoje é o primeiro dia do resto da tua vida."

(Sérgio Godinho)

18/10/09

Pânico em Hollywood



Não era bem o que estava à espera, mas não desgostei.

(achei a cena do cão geniaaaaal)

15/10/09

Me-do

Esbugalhei os olhos com esta



e com esta desloquei o maxilar...



(não, não dou... ao menos pede com modos... assim à bruta não vais lá de certeza)

13/10/09

Oh the heart beats in its cage...



Well I don't feel better
When I'm fucking around
And I don't write better
When I'm stuck in the ground
So don't teach me a lesson
Cause I've already learned
Yeah the sun will be shining
And my children will burn

Oh the heart beats in its cage

I don't want what you want
I don't feel what you feel
See I'm stuck in a city
But I belong in a field

Yeah we got left, left, left, left, left, left, left

Now it's three in the morning and you're eating alone

Oh the heart beats in its cage

All our friends, they're laughing at us
All of those you loved you mistrust
Help me I'm just not quite myself
Look around there's no one else left
I went to the concert and I fought through the crowd
Guess I got too excited when I thought you were around

Oh he gets left, left, left, left, left, left, left

I'm sorry you were thinking; I would steal your fire.
The heart beats in its cage
Yes the heart beats in its cage
Alright

And the heart beats in its cage

Frase da Semana #58

"Em Arquitectura, tudo o que vale a pena aprender não pode ser ensinado"

(Prof. Arq. Fernando Bagulho)

08/10/09

Liberdade ou Morte

de Nikos Kazantzaki.

É o que vou começar a ler agora.

Se chegar ao fim digo como foi. Digo se porque o livro está tão velho que as páginas caem sozinhas. E desfazem-se quando lhes toco. E com o contacto com o ar, vá.

(O livro é de 1958 e foi uma pechincha. 40 escudos!)

04/10/09

A maravilha que é o Google

Depois de analisar as palavras-chave que introduzidas no Google trazem pessoas com sérios dilemas existenciais, por engano, ao meu humilde sítio, decidi tentar fazer com que as futuras visitas não sejam em vão. Vou assim tentar responder a umas quantas questões que achei pertinentes. Outras vou só pôr aqui por que me fartei de rir.

Alguém chegou cá através da busca com as palavras "ataques a sardinhas".

- Ocorrem nas festas dos santos populares. Ultimamente parece que a sardinha é considerada um alimento chique, pois os preços subiram de tal forma, que quem tem ataques é o povinho.

outra busca pertinente: "frases de tesouras"

- Há uma frase que todos ouvimos em criança: "Não corras com tesouras"

Mas acho que não era isso. Se forem "frases ditas por tesouras", já é outra história.

"o'que eu tenho que fazer para curar gogo"

Até tenho medo de saber o que esta significa... Só consigo imaginar duas hipóteses.

Ou "gogo" quer dizer "gogó", que para mim é um termo depreciativo derivado de "gótico", ou então é um bicho qualquer dum jogo...

- No caso de se querer curar um gótico... Não há esperança... A coisa acaba quando eles finalmente cortam os pulsos com sucesso.
- Em relação ao gogo do jogo, não posso ajudar, eu sou especializada é em Pokemon...

"como programar um elevador"

- É pá...Ou muito me engano, ou se tens "autoridade" para programar um elevador, também o devias saber fazer...sem vir à procura na net...me-do...

"como vender o medo de fazer rampa"

- Bem, podes sempre experimentar o e-bay. E não consigo dizer mais nada sobre isto...

O resto das pessoas que por cá passaram vieram, ora à procura do conto "A Bela Vassilissa", ora do "Teste dos Pecados", ora de "fotos censuradas do Carnaval".

O conto está , o teste dos pecados também, mas não percebo a fixação. Quanto às fotos censuradas do Carnaval, acho que aqui não encontram o que querem... A única coisa censurável em relação ao Carnaval que cá se possa encontrar é uma foto duma estátua do Cristiano Ronaldo. E nem é por ter o testículo de fora dos calções, é mesmo por ser o CR...

Acabo por agora.

Humanidade Infantil

Sei que era pequena pois ultrapassava em pouca altura a bancada da casa de banho.

Estava uma mosca no espelho por cima do lavatório. O meu pai queria matá-la. Eu disse que ele não podia, "ela tem bebés". Na altura não sabia o que era o abdómen duma mosca e muito menos o que eram larvas, mas decidi achar que a mosca estava de certa forma, grávida.

O meu pai respondeu-me, participando na minha ignorância, "assim é melhor, não nascem mais". E aquilo não me pareceu bem. Nada mesmo. Olhava perplexa para o meu pai, na minha cara devia ler-se incompreensão. Não percebia como poderia ele querer matar uma mosca "grávida", apesar de ser só uma mosca e de ir dar vida a mais moscas. A minha cabeça andava às voltas. Por um lado, se o meu pai dizia aquilo, não podia estar errado, eu nem gostava de moscas, mas por outro, ele queria matar uma indefesa futura mãe...

A minha expressão deve tê-lo deixado atrapalhado pois, que eu me lembre, a mosca acabou por fugir.

03/10/09

Frase da Semana #57

"Já alguma vez olhaste as estrelas? (...) Tanto tempo que até sentes a cabeça a andar à roda? Não por estares com a cabeça virada para cima, não, mas porque o teu olhar consegue chegar tão longe."

(Jostein Gaarder in 'Viagem a um Mundo Fantástico')

30/09/09

He comes bearing gifts!

Numa tentativa de apaziguar os ânimos cá em casa e de não deixar fugir mais inquilinas, o senhorio decide abrir os cordões à bolsa e espontaneamente, trazer-nos um presente:

'Conjunto 16 talheres Uso'

Uma lágrima ameaçou fugir-me do olho. Acho que vou demorar mais anos a fazer o curso só para ficar cá mais tempo (ironia).

28/09/09

Praxes Parte II

Não pude escrever entretanto porque fiquei completamente sem voz.

Drinking for 11

26/09/09

Frase da Semana #56

"The day we stop believing democracy can work is the day we lose it."

(Padme in Star Wars: Episode II - Attack of the Clones)
xD

Para quem tem dúvidas

Para quem não sabe onde pôr a cruz no Domingo. Aqui. Pode ser que ajude a esclarecer.
É favor ir votar!!

21/09/09

Praxes Parte I

Torturar caloiros.

Cansativo.

Dormir.

Recuperar forças.

Tou a escrever assim.

Desta forma.

É do cansaço.

The Curious Incident of the Dog in the Night-time

Por baixo da televisão, na casa em que fiquei quando estive no Algarve, havia montes de livros, a maioria em inglês, certamente deixados lá por hóspedes anteriores.

Olhando para esse monte de livros, um dos títulos chamou-me a atenção. "The Curious Incident of the Dog in the Night-time" de Mark Haddon.



Peguei nele e pensei "vou dar uma olhadela à primeira página, só para ver do que trata". A verdade é que uma página se transformou em 30, porque tive de parar de ler pois só se joga King com 4 pessoas.

Eu sou daquelas pessoas que não gosta de ler os resumos na parte de trás. Geralmente olho, mas evito ler porque fico sempre com a ideia que me estragam a história. Vejo o título, o nome do autor, e fico por aí. Se achar o título apelativo, leio, embora grande parte das vezes, a história não compense. Eu quando leio um livro, ou é porque já conheço o autor e gosto, ou porque mo aconselharam ou porque tenho um feeling de que vou gostar. Mas isso é como tudo. As únicas coisas que me fazem NÃO querer ler um livro são ser Best Seller (se eu não o tiver lido antes de o ser, como foi com o Harry Potter) ou se for publicitado só porque ganhou prémios (Também sou assim com os filmes que ganham óscares. Sou esquisita, sou).

Neste livro, o interessante não era a história, era o narrador. Toda a história era contada por um menino autista chamado Christopher. Quando eu chego ao fim do capítulo 3 (que devia ter umas 2 páginas) e me apercebo que o capitúlo que se segue é o capítulo 5 fiquei "mau, queres ver que agora que comecei a achar graça a isto, descubro que lhe faltam páginas?". Mas não, os números das páginas batiam certo, por isso continuei. Só no quarto capítulo, ou seja, capítulo 7, é que o narrador decide explicar que achou mais interessante usar os números primos para numerar os capítulos, porque ele gosta de números primos. Refrescante, não?

Desde que vi aquele filme com o Bruce Willis, cujo nome não se me ocorre agora, em que um miúdo autista conseguiu descodificar um código altamente secreto e que por isso tinham de o matar, que o autismo me desperta interesse. Não como doença, mas como a capacidade de ter outra perspectiva do mundo, da vida e dos outros. Como doença é uma bitch, mais para os familiares do que para o próprio, suponho. Mas como capacidade, é altamente... Ao dizer isto, não quero ofender ninguém que conheça casos assim, nem queria estar nessa situação. Só quero dizer que...o cérebro humano fascina-me.

Ler este livro ajudou-me a compreender o outro lado, a ver e sentir, duma forma insensivel, o mundo e os problemas dos que sofrem de autismo e como isso afecta os que os rodeiam.

Chegou o fim da minha estadia no Algarve e ainda não tinha acabado o livro... Não tive outra hipótese senão trazê-lo comigo e acabá-lo em Torres. Achei que não havia problema, uma vez que quem o comprou o deixou e partiu sem ele. Não era de ninguém. Agora é meu.

Tenho uma espécie de ritual que sempre cumpri sem me aperceber, quando acabo de ler um livro. Fecho-o e olho para a capa. Fico sempre com a sensação de que a maneira de olhar muda. Dou-lhe voltas, sinto-lhe a textura, agora sim leio a contracapa e outras notas. E fico sempre com a impressão que conheci alguém novo. Ou que revi um amigo de longa data que não via há anos. Ou uma mistura dos dois. E sorrio. De certa forma "reconheço-me". Deve ser por isso que adoro ler desde que sei juntar as letras e formar palavras.

Lisbon revisited

De volta à capital!

Houve mudanças cá em casa. Uma pessoa não pode virar costas dois meses que fica logo tudo de pantanas...

Agora somos 4. Duas caloirinhas novas para torturar, ambas do ISCSP. Das repetentes só fiquei eu e a veterinária. A minha ISCSPsiana achou que já era altura de parar de sustentar chulos e disse ao senhorio que fosse roubar para a estrada. Foi uma história bem gira, por acaso... Gostava de ter assistido.

Eu por cá continuo. Só mudou o estatuto. Amanhã já vou receber os animais que chegam este ano. Hihihi

Agora vou conhecer o outro lado das praxes.

20/09/09

Ainda em obras

Ainda em obras. Por enquanto o blog fica com este aspecto, mas espero que não por muito tempo.

A obra vai mal encaminhada... Eu culpo os engenheiros...

Para não dizerem que embirro com vampiros

Eu posso achar o "Crepúsculo" & Cia absolutamente estúpidos e batidos, mas não podem dizer que tenho um problema com vampiros! Senão vejamos:

Mick St John (Alex O'Loughlin)


Tom Cruise e Brad Pitt em "Entrevista com o Vampiro"

e o clássico Angel da série "Buffy, caçadora de vampiros"

Nada contra. Mesmo nada.

Talk sex with Sue

Um dildo com uma câmara que se liga à TV! OMFG

Assustador foi ver a Sue a testar o dildo e a câmara na mão...

(ah, e não, não é meu costume ver este programa...)



19/09/09

Frase da Semana #55

"A wounded deer leaps highest,
I ’ve heard the hunter tell;
’T is but the ecstasy of death,
And then the brake is still."

(Emily Dickinson)

16/09/09

Sacanas sem Lei

Já fui ver este

Muitos "ui" e "ahhrghh" e "ouch".
Gostei!

14/09/09

SOCORRO!

Não percebo nada de html...
buaaaaah!

Obras em casa

Este blog está em obras. É normal que dêem pela falta de alguns elementos ali à esquerda. Entretanto tento resolver uns problemas técnicos.

12/09/09

Difícil?

Pensei que ía ser mais difícil... Aliás, pensei que ía ser difícil. Nem por isso.

Digamos que estou assim:



E a partir daqui só pode melhorar! E estou pronta para outra! Venham eles!

Frase da Semana #54

"El gran libro, siempre abierto y que tenemos que hacer un esfuerzo para leer, es el de la Naturaleza, y los otros libros se toman a partir de él, y en ellos se encuentran los errores y malas interpretaciones de los hombres."

(Antoni Gaudí)

Voltei! (2)

E sobrevivi à gripe!

Voltei!

Estou de volta, Portugal!

Já voltei há dois dias, mas o jet lag tem destas coisas, deixa-me cansada, uma hora de diferença.

Adorei Barcelona. Quer dizer, adorei o que fui ver em Barcelona, a cidade em si, pelo menos o que pude conhecer, ou seja, a zona turística, já não foi tão apelativa. Naquela zona não queria viver.

Foram 7 dias, na verdade 6, porque o último começou às 4h30 da manhã e foi para chegarmos a tempo do voo de volta. Mas 6 dias bem gastos. Escusado será dizer que ficámos de rastos. Fartámo-nos de andar, fartámo-nos do metro e adorámos os autocarros.

Ficámos numa pousada jeitosa, a dois passos das Ramblas. Vimos montes de coisas, dos museus a Gaudí. Está prometido que hei-de lá voltar em 2030 para ver a Sagrada Família concluída.

Deixo-vos com umas fotografias, que sempre dizem mais que eu.


(Por ordem: "Bolsa Caca" - não sei o que significa mas achámos graça; Mercado de la Boqueria; Park Guell; Pavilhão Mies Van der Rohe; Sagrada Família; La Pedrera - Fachada e terraço; Casa Batlló - Interior e fachada.)

03/09/09

Frase da Semana #53

"Anyone who lives within their means suffers from a lack of imagination."

(Oscar Wilde)

01/09/09

Parabéns a você!



No início, quando arranjei um contador de visitas, ficava entusiasmadíssima quando via que tinha pelo menos mais uma visita (além das minhas, cof) e que as pessoas comentavam.

As visitas atingiram um número com o qual eu não contava e os comentários até agora divertiram-me bastante (a maioria).

Tem sido um prazer escrever aqui.
Bem melhor que um diário com cadeado é um diário digital que partilho com quem aparecer, e que às vezes tem feed back.

Este blog ajudou-me a pôr as ideias em ordem e a esfriar a cabeça ao longo do ano que passou. É terapia.


Obrigada a todos!


Miau